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Nunca nos esqueceremos da meiguice e dos gestos de Dona Jaci, capazes de realizar sonhos e encantar pessoas

Edelvânio Pinheiro

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Nesta manhã deste sábado, 29 de agosto, estamos com a alma silenciosa em razão da partida de Dona Jaci, aos 83 anos, na data de ontem. Ela que tanto contribuiu com a Rádio Master FM merece esta simples homenagem, que é a dedicatória do programa Tribuna do Povo de hoje.

Deus a chamou para viver coisas maiores. Quanta alegria Dona Jaci não deve ter sentido ao entrar pelos portões celestiais e tocado as mãos de Cristo para viver um novo começo.

São partituras que fogem do plano do nosso entendimento, mas, é possível crer nessa descrição pela forma de amar e por tanto desempenho ao próximo que Dona Jaci foi capaz de imprimir em sua existência. Lições deixadas por Cristo aqui na Terra que ela muito sabiamente fez questão de seguir.

Então, não há dúvidas de que nossa itanheense humilde e caridosa tocou as mãos do filho de Deus e lá ela pode concluir que nenhum pintor conseguira a perfeição de traçar a beleza dos céus, para onde ela se transferiu.

Resta-nos, então a certeza infinitamente maravilhosa de que Dona Jaci herdou os céus e que nós, enquanto estivermos aqui, teremos que conviver com a dor da ausência dela. É como bem escreveu Clarice Lispector, significa o peso da solidão no meio de outros.

Se a nossa voz, através desta emissora, chega a milhares de ouvintes neste instante, significa que muitas pessoas contribuíram para isso, que muita gente se envolveu para fazer nascer “um novo som” em Itanhém e em qualquer lugar aonde a Master FM chega e, entre elas, está a Dona Jaci que, com um sorriso largo nos recebeu em sua casa, estendendo as mãos em sinal de apoio ao nosso sonho. Ela deixou os afazeres para nos atender e desligou as chamas do fogão, interrompendo o almoço daquele dia, para fazer parte da história da Rádio Master FM.

E temos muito que ser gratos a Dona Jaci sim, porque foram muitas portas na cara que levamos, mas o gesto de dela, de tão grandioso que foi, quebra qualquer descaso e abafa qualquer sinal de indelicadeza de meia dúzia que nos disseram não.

Posso dizer, com certeza, que esta amável senhora contemplou o rosto de Cristo e que continua sendo uma das artesãs preferidas de Deus. Lá do céu ela deve saber que nunca nos esqueceremos da sua meiguice e nem dos seus gestos capazes de realizar sonhos e encantar pessoas.

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]

Foto: Jornalista Athylla Borborema entrevista Dona Jaci, em fevereiro deste ano, durante solenidade de inaguração da Rádio Master FM.