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O dia em que Bryan se desolou no pátio da escola e chorou

Edelvânio Pinheiro

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Bryan Philli tem 9 anos, é uma criança especial e estuda na Escola Nova Brasília, na cidade de Itanhém. Na manhã desta quinta-feira, 27 de dezembro, quando as pessoas estão se preparando para festejar a chegada do ano novo, ele recebeu uma notícia no mínimo desagradável: a auxiliar que trabalha cuidando dele na escola foi demitida pela prefeitura e ele não mais terá a atenção angelical que sempre teve quando chegava para estudar.

As lágrimas que escorreram dos olhos verdes de Bryan embaçaram sua visão e ele se desolou no pátio da escola, se sentando na folhagem esparramada pelo chão de terra batida. Alguém que se comoveu com aquela demonstração de carinho do aluno com a sua ‘cuidadora’, de imediato ligou a câmera do celular e registrou o gesto que certamente entrará pra história da criança e de todos aqueles que têm o mínimo de sensibilidade.

O pequeno estudante, que sonha em ser modelo, tem deficiências neurológicas, hiperatividade, déficit de atenção e, vez por outra, é acometido por febres reumáticas. Diariamente são necessárias doses de remédios que a mãe Fabiane Oliveira Silva classifica como “muito fortes”.

Emotivo ou “sensível demais”, como descreveu sua genitora, em razão da demissão da auxiliadora, Bryan foi obrigado a encerrar o ano letivo muito antes dos demais coleguinhas, os quais, em razão da greve dos professores vão estudar até o dia 25 de janeiro.

Bryan continuará sonhando em ser modelo e certamente nunca esquecerá do dia em que a prefeitura de Itanhém demitiu a sua auxiliadora, impedindo que ele efetivamente concluísse o ano letivo com a mesma carga horário de seus coleguinhas.