Connect with us

Sem categoria

Obrigada a entender que ‘a praça é do povo’ prefeita dá prosseguimento ao projeto de Bentivi de reconstrução da Praça da Liberdade

mm

Publicado

em

Muita polêmica se criou em torno da reconstrução da Praça da Liberdade, no centro da cidade de Itanhém. Idealizada pelo ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), no último ano de seus dois mandatos consecutivos (2009 a 2016), a reestruturação daquele logradouro rendeu críticas para o político, principalmente porque, no mandato seguinte, a população elegeu, com mais de 52% dos votos válidos, a sua rival Zulma Pinheiro (MDB).

As críticas feitas a Bentivi estão mais relacionadas às questões bairristas do povo itanheense, pelo fato daquela praça histórica ter se transformado em um cenário sombrio de junho de 2016 até os dias atuais. Portanto, a iniciativa do ex-prefeito de tornar a Praça da Liberdade um espaço moderno e acessível a todos é, apesar de todos os transtornos, elogiada pela maioria da população.

Desde 2016 o cenário da histórica Praça da Liberdade é sombrio.

Mas, por que Bentivi não conseguiu terminar o projeto de reconstrução da Praça da Liberdade? E, por qual razão a atual prefeita, Zulma Pinheiro, de imediato, não prosseguiu com o projeto de Bentivi?

Itanhém foi emancipado em 1958. A Praça da Liberdade só foi construída na segunda gestão, que durou de 1962 a 1966, no mandato do prefeito João Farias Filho, o Jota Pires. De lá pra cá a praça foi por diversas vezes reformada e teve a sua estrutura inicial quase que totalmente alterada.

Jota Pires é considerado por muitos, principalmente pelos mais antigos, o JK de Itanhém, em referência a Juscelino Kubitschek, que ocupou a Presidência da República entre 1956 e 1961, adotando estratégias e políticas que tinham como objetivo central expandir a economia brasileira. 

Mas coube ao primeiro gestor de Itanhém, Sady Teixeira Lisboa, avô do atual vice-prefeito André Lisboa, preparar toda a estrutura e legalização do município para Jota Pires, que é considerado um dos bons políticos da terra de Água Preta, construir as primeiras obras.

FOTO/arquivo de Airam Ribeiro. Praça da Liberdade.

Além da Praça da Liberdade, entre outras, Jota Pires construiu o Mercado Municipal, na Praça Otávio Mangabeira, onde hoje está instalado o Terminal Rodoviário e o antigo Colégio São Bernardo. Além disso, ele organizou na cidade algumas questões de ordem social, muito necessárias naquela ocasião, como a transferência da zona de baixo meretrício, naquela época conhecida como “Cheira Faca”, da Rua Belo Horizonte para a Rua Nova Venécia, ambos os logradouros localizados no Bairro São João.

Não são poucos os itanheenses da época de infância e adolescência, que têm histórias para contar da Praça da Liberdade onde, antes da emancipação do município, funcionava o Mercado Municipal. Desde os primeiros casamentos que surgiram a partir de namoros iniciados na praça, aos gols do fantástico exibidos naquela época no principal programa dominical de jornalismo da Globo, até os dias atuais, quando grupos de amigos se reúnem nos finais de semana para se divertir.

FOTO/arquivo de Airam Ribeiro: Antes da Praça da Liberdade no local funcionava o Mercado Municipal, instalado numa espécie de barracão.

Foi através de uma emenda do deputado federal Mário Negromonte, que Bentivi conseguiu a verba para reconstruir a Praça da Liberdade. Antes, porém, o então prefeito determinou a realização de audiência pública com moradores da praça e de ruas próximas, para o acolhimento de sugestões para o seu projeto. Foi a partir dessas sugestões que se definiu que a Praça da Liberdade deveria ser moderna e acessível a toda a população, logo, com pavimentação em blocos especiais, instalações elétricas e hidrossanitárias, paisagismo e até quiosque e pergolado, uma espécie de abrigo em jardins, feito de duas séries de colunas paralelas.

O projeto é de 2014, mas, apesar das insistentes cobranças de Bentivi e de sua equipe a liberação dos valores demorou de acontecer, em razão da situação política e econômica porque passava o país, cuja crise, como se sabe, culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousself (PT).

Se tudo ocorresse dentro da normalidade a obra seria concluída entre 90 e 120 dias. Os valores iniciais foram creditados na conta da prefeitura no dia 23 de março de 2016, mas, naturalmente, demandaria alguns meses para todo o processo licitatório ficar pronto, além da necessidade de reuniões e visitas ao local por parte dos responsáveis pela execução da obra.

Acontece que, passado todo esse tempo de espera, quando foi dada a autorização para iniciar os trabalhos, ocorreram vários contratempos, como longo período de chuva e o lamentável acidente automobilístico com o responsável pela obra, inclusive, com vítima fatal, além do atraso de pagamento por parte Caixa Econômica Federal de serviços que já haviam sido realizados.

Assim, sem nada ter podido fazer, o ex-prefeito, já depois das eleições municipais, foi informado pela empresa que realizava a obra que os serviços seriam paralisados até que a nova gestão reiniciasse a reconstrução.

O valor total da obra é de R$ 250 mil, já incluso a contrapartida do município, devidamente acertada pelo ex-prefeito. Desse total o então prefeito Bentivi recebeu R$ 121 mil e 875, no dia 23 de março de 2016 e, desde esta época, esse valor está na conta da prefeitura. Os outros 50% só serão liberados pela Caixa Econômica quando Zulma Pinheiro recomeçar as obras.

Então, porque a nova prefeita não prosseguiu de imediato, com o projeto de Bentivi?

Não há outra explicação se não picuinha política, associada a uma boa dose de maldade, como bem sabe fazer o grupo político dos Batistas, agora chamado de Pinheiros, em razão do sobrenome da prefeita e de seus irmãos que mandam na administração municipal. Essa mesma picuinha pode muito bem explicar o fato de, até o momento, Zulma Pinheiro não ter dado início às obras que os deputados do Partido Progressista Cláudio Cajado, Ronaldo Carletto e Robinho conseguiram, através de emendas impositivas, para o município de Itanhém.

Desde o início da semana alguns materiais vêm sendo colocados no local, o que parece sinalizar que, depois das intensas críticas na imprensa e nas redes sociais, inclusive com a entrega de um abaixo-assinado às autoridades responsáveis por fiscalizar o Executivo, a prefeita foi obrigada a entender que “a praça é do povo como o céu é do condor”.


FOTO/arquivo de Airam Ribeiro. Praça da Liberdade.

FOTO/arquivo de Airam Ribeiro. Praça da Liberdade.

FOTO/arquivo de Airam Ribeiro. Praça da Liberdade.

Sem categoria

De passagem por Itanhém, escritor Wilton Soares visita Projeto Resgate

mm

Publicado

em

Em passagem por Itanhém, na tarde da última quinta-feira (13), o escritor Wilton Soares fez questão de visitar a sede do Projeto Club Resgate, que é coordenado por Manoel Binas e beneficia cerca de 200 crianças e adolescentes itanheenses.

O projeto tem 11 anos de história e, em 2018, ganhou uma Embaixada que apoia as ações através de anuidades e doações diversas.

“Visitei a sede do projeto para conhecer e deixar o meu livro como doação”, disse Wilton Soares à reportagem do Água Preta News.

“De quebra, aproveitei para tirar algumas fotos com Binas diante da arte de D’Jane Silper”, acrescentou o escritor, que é itanheense mas vive em Dois de Abril/MG há muitos anos.

Além de conhecer detalhes do Club Recreativo Resgate (CRR), Wilton ainda obteve informações sobre o projeto de leitura “Bola no pé, livro na mão”, que acontece paralelamente e foi idealizado pela parceira e professora Romilva Pereira da Silva.

O autor de “Crônicas Abrilenses & Outros Escritos” fez um balanço bem positivo da visita, apesar da correria em que as coisas aconteceram.

“Foi tudo muito rápido, mas fiquei com uma ótima impressão do projeto que tem os melhores propósitos, ou seja, resgatar crianças e adolescentes até 17 anos para a formação de craques e também de leitores”, pontuou Wilton.

Ele elogiou a ideia de cobrar dos alunos, como condição para serem matriculados, a leitura de um livro durante um período determinado. Para ajudar e apoiar, ele doou exemplares do seu livro de crônicas lançado recentemente.

“Binas merece todo o nosso apoio”, concluiu Wilton.

O escritor Wilton visitou o Projeto Resgate.

Continuar leitura...

Sem categoria

Sem estradas preservadas, o cambaleante comércio de Itanhém vive uma das piores crises da história

mm

Publicado

em

As chuvas que atingiram o município de Itanhém nesta semana podem servir para fazer a prefeita Zulma Pinheiro e seu irmão Newton Pinheiro – que é o secretário de Infraestrutura – entenderem, definitivamente, que estradas de chão batido têm que ser levadas a sério pela administração, pois a natureza, diferentemente deles, não brinca.

A prefeitura precisa trabalhar com mais responsabilidade e profissionalismo no levantamento dos trechos críticos das estradas municipais, de pontes e bueiros com menos amadorismo na execução dos trabalhos de aterro, desvio de água e encascalhamento. Só assim, em períodos chuvosos, a mobilidade não será prejudicada por tantos transtornos como ocorreu nos últimos dias.

A estrada que dá acesso a Santa Rita do Planalto, por exemplo, virou um caos. O empresário do ramo de combustível, Ronivon Chapéu, registrou imagens da dificuldade de se trafegar por aquela estrada em época de chuva. Em vídeos ele mostrou nas redes sociais um ônibus escolar transportando crianças e adolescentes, sendo arrastado por uma máquina para ser retirado de dentro do lamaçal. Nas imagens, uma das laterais do veículo aparece bem próxima ao barranco, colocando em risco a vida dos alunos. Veja reportagem completa aqui.

Em outra situação, desta vez na estrada que liga Itanhém ao distrito de Batinga, irritado com as péssimas condições daquele trecho, que tanto a prefeitura fez propaganda dizendo ter reestruturado a estrada, um motorista filmou e também mostrou nas redes sociais o momento em que carros ‘dançavam no lamaçal’ para saírem do atoleiro.

Nas gestões anteriores, do ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), as estradas principais de acesso do município foram refeitas com encascalhamento de todos os trechos críticos, inclusive com retirada de águas e construção e reformas de mais de 40 pontes.

A estrada de Batinga, por exemplo, onde foram construídas duas pontes já com estrutura para receber asfalto, foi toda reestruturada pela administração de Bentivi. Acontece que, nessa estrada e em todas as demais, a atual gestão costuma apenas passar a motoniveladora para acabar com a buraqueira e acaba retirando a estrutura de cascalho, que é a maior sustentação para a mobilidade das estradas de chão.Se a prefeita Zulma Pinheiro não levar a sério as estradas municipais, ela vai acabar debilitando ainda mais a economia local. Sem ter como escoar a produção, o cambaleante comércio itanheense vive uma das piores crises da história.

Continuar leitura...

Sem categoria

Para pastor da Assembleia de Deus “Zé de Artêmio foi um patrimônio da igreja”

mm

Publicado

em

A cerimônia do culto fúnebre de José Sousa Santos foi celebrada na manhã desta sexta-feira (14), no templo da Igreja Assembleia de Deus Missão de Itanhém, na Rua Teixeira de Freitas, no centro da cidade, pelo pastor Gersival do Carmo Silva.

O comerciante que ficou mais conhecido como Zé de Artêmio, faleceu na madrugada desta quinta-feira (13), em sua residência, por causa de problemas cardíacos. Ele tinha 62 anos e seu coração vinha há algum tempo exigindo cuidados médicos.

O pastor Merisvaldo Conceição, que já presidiu a assembleia em Itanhém e hoje pastoreia em Itabatã, se fez presente à cerimônia. Outros ministros do evangelho, inclusive de outras denominações, vieram se despedir de Zé de Artêmio. Foi o caso do pastor João Batista de Aguiar, da Igreja Metodista Wesleyana, que descreveu o comerciante como “um homem de sorriso tranquilo e sereno.”

Para o pastor Gersival, Zé de Artêmio “foi um patrimônio da igreja” e por isso terá uma foto para sempre eternizada na tesouraria, função que ocupou por muitos anos na Assembleia de Deus.

Para o presbítero Osvaldo Júnior “ele deixou um legado que a gente vai levar para a vida toda”.

O depoimento mais emocionante, porém, foi o da viúva Marionice: “Ele disse  há 60 dias, ‘Nice, não vou dar trabalho para morrer, você nem vai ver eu morrendo; você vai chegar na cama e vai me encontrar morto”.

Leia mais sobre Zé de Artêmio aqui.

Zé de Artêmio.
Pastor Gersival.
Pastor João Batista.
Pastor Merisvaldo.

Continuar leitura...
Anúncio Patrocinado

EM ALTA