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Oficinas da arte aguardam Gleidstone

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Na manhã deste dia 3, as mãos enrijecidas com o tempero do frio que cobre a cidade de Teixeira de Freitas, esforçam-se para buscar as letras certas no teclado para expressar o carinho e a admiração por um amigo lapidado pela beleza da arte.

Debaixo da chuva fina a arte recebeu por inteiro o meu irmão de farda, sargento Gleidstone. Um policial militar polido e educado que hoje se vê na posição de um soldado que cumpriu a sua missão na “centenária milícia de bravos”. Humilde, altruísta, prestativo, disciplinado, responsável e eficiente são alguns adjetivos que seguramente acompanharam a caminhada desse guerreiro.

Antes de se dedicar à carreira da PM, Gleidstone já havia sido inteiramente admitido pelo fascinante mundo da arte. A partir de agora, depois da missão da segurança pública cumprida, ele certamente estará lotado em alguma ateliê, dando forma e beleza a um tronco de madeira qualquer encontrado por aí, a um amontado de ferro ou argila. Também deve tirar da gaveta contos belíssimos como “O ouvidor”, que tive o privilégio de ler os originais.

Nas artes plásticas ele é o mestre que dá vida ao inanimado, que concede robustez e graça ao que antes não tinha feição, sempre com sua habilidade de transformar materiais encontrados em qualquer lugar em personalidades admiradas pelos amantes da arte.

Verdadeiro poeta das formas, o sargento Gleidstone nasceu com o dom de moldar as carrancas, em um talento simplesmente deslumbrante.

Encerrado o ciclo da farda com louvor, as oficinas da arte aguardam o mestre que como poucos sabe emocionar pessoas, transformando-as em seres humanos melhores, despertando nelas a sensibilidade de evolução através desse retumbar artístico.

Ao terminar as singelas palavras que ainda não conseguem definir com precisão a grandeza do nobre amigo, este humilde escriba observa que o sol morno dá as caras e um novo tom a esta terça-feira de agosto. O astro rei parece estar entusiasmado com a entrega desse grande artista em definitivo à arte.  [Crônica de Edelvânio Pinheiro]