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Pais de alunos protestam em defesa de professores em Itanhém. Juiz mediou reunião entre manifestantes e secretário

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Um grupo de alunos e pais de alunos se reuniu na manhã desta quarta-feira (11) em frente à prefeitura de Itanhém, para cobrar um posicionamento da prefeita Zulma Pinheiro, referente à greve dos professores, que completa hoje 11 dias.

As pessoas levaram faixas, cartazes e apitos e, se dirigindo à prefeita, gritaram expressões do tipo “o povo te elegeu, mas já se arrependeu”.

Em um carro de som algumas mães de alunos criticaram a chefe do Executivo e a forma como a educação no município vem sendo conduzida.

“O lugar dos nossos filhos é na escola, não é dentro de casa não. Eu votei em você Zulma, mas estou arrependida. Cadê a mulher de peito, de atitude, que falou que seria a mulher da família?” [Você é a mulher] da sua família porque a nossa você esqueceu”, disse Laine Vieira, moradora de Itanhém.

“Não estamos apoiando só os professores, estamos também apoiando os nossos filhos, porque eles não serão ninguém sem o professor. Pergunta se algum filho dela [da prefeita] já estudou em alguma escola pública. Na escola onde a minha filha estuda a merenda está uma merda, sendo que na administração passada a merenda era de qualidade. Onde está o dinheiro que vem para a educação? Dizem que o futuro de nossos filhos é a educação. Que futuro a minha filha vai ter se não tem uma educação de qualidade? Fica aqui a minha indignação prefeita. Fico muito indignada com você e com os comparsas que você colocou nessa prefeitura”, indignou-se Adriana Barbosa, moradora de Vila São José.

“Batinga está uma ‘porqueira’. Tem muitos alunos que estão saindo da escola porque não está tendo merenda, porque a merenda é leite com café. Isso é uma vergonha”, desabafou Rosana Barbosa, que mora em Umburaninha, distrito de Bertópolis, e estuda em Batinga.

Laíne.

Adriana.

Rosana.

A prefeita Zulma Pinheiro, mais uma vez, durante uma manifestação popular, não foi à prefeitura e os alunos e pais de alunos se dirigiram à secretaria da Educação, que tem como chefe Álvaro Pinheiro, que é irmão da prefeita,

Na secretaria, também com faixas, cartazes e apitos, as pessoas gritaram expressões como “ô secretário cadê você, eu vim aqui só pra te ver’. Álvaro Pinheiro também não foi trabalhar nesta quarta-feira, pelo menos no período em que os manifestantes foram à sua procura.

Nas redes sociais circulou uma foto de um oficial de Justiça na porta da sede da secretaria. A legenda da foto dizia que o secretário havia sido convocado pelo juiz Argenildo Fernandes, que é substituto na comarca de Itanhém. O Água Preta News não confirmou se a presença do oficial na secretaria se tratava, de fato, de uma convocação do secretário pela Justiça, mas, houve uma reunião no fórum, muito provavelmente provocada pelos pais de alunos que fizeram a manifestação. A reunião foi mediada pelo magistrado.

Juiz Argenildo Fernandes, no final da reunião com o secretário da Educação e representantes dos manifestantes.

Na reunião, além do magistrado, esteve presente o secretário, o presidente da APLB, Marcos Pires, representantes dos pais de alunos e a advogada Kerry Anne Esteves que, a pedido dos manifestantes, se fez presente. Na saída do fórum, a advogada foi recebida por um grupo de pais de alunos, que aplaudiu o gesto da profissional, por ter, naquele momento, atendido o pedido da comunidade.

“O secretário se comprometeu passar a documentação necessária para ser analisada por técnicos da APLB”, explicou Marcos Pires.

Na próxima sexta-feira (13), às 9h, a categoria vai se reunir, em assembleia extraordinária, na Escola Municipal São Bernardo, para tomar conhecimento do quanto discutido na reunião com o juiz Argenildo Fernandes e deliberar sobre a continuidade ou não da greve.Também, o juiz criou um grupo de WhatsApp, do qual participa o próprio magistrado, a secretaria da Educação, a APLB, representantes de pais de alunos e a advogada Kerry Anne. O objetivo deste grupo é acompanhar as discussões e alinhar as tratativas.

FOTO CAPA: A advogada Kerry Anne Esteves foi aplaudida na saída do fórum.

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OPINIÃO: Polícia recebida à bala tem que reagir para que a barbárie não se instale no meio social

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“Policial que não mata não é policial”. A expressão é de Jair Bolsonaro, do PSC do Rio. O contexto da fala do pré-candidato a presidente da República foi a investigação pelo Ministério Público, no ano passado, sobre a morte de 356 pessoas no Rio de Janeiro, na qual 20 policiais foram acusados.

“Esses policiais têm que ser condecorados”, completou Bolsonaro, enfatizando que, policiais que participam de auto de resistência (quando os acusados reagem) não deveriam ser nem sequer investigados.

Pois bem. No início desta semana, policiais da 44ª Companhia Independente de Polícia Militar de Medeiros Neto, na cidade de Itanhém, no extremo sul da Bahia, já na divisa com Minas Gerais, durante uma abordagem a dois suspeitos, se viram obrigados a revidarem porque foram recebidos com pistola .40, garrucha, revólver e até uma arma longa, um rifle calibre 22 que, além de maior precisão, tem um poder de alcance superior às armas curtas. Além disso, a PM encontrou com os dois jovens, que foram levados para o hospital da cidade e vieram a óbito, munições de calibres diferentes, maconha, cocaína e tocas ninja. Um deles era ainda adolescente.

A expressão de Bolsonaro, num primeiro momento, nos parece áspera, até mesmo porque qualquer mente sensata e politizada deste país vai defender a ideia de que violência, antes da repressão, se deve ser combatida com medidas sociais. Entretanto, uma força do estado, com a missão precípuo de defender a sociedade dos foras da lei, jamais pode ser recebida à bala, onde quer que seja e em qualquer circunstância.

Em casos como o que aconteceu em Itanhém, que há muito deixou de ser uma cidade pacata, reagir faz parte da ação policial e, por mais que a polícia queira evitar o confronto, não tem como fazê-lo quando ela, infelizmente, vai pra “guerra”.

O objetivo dos policiais – militares ou civis -, além de estabelecer a ordem pública para que a barbárie não se instale no meio social, é sempre prender os acusados, para que eles possam responder pelos seus crimes dentro do que está estabelecido pela lei. Mas, na árdua missão policial, em muitos casos, a forma como a força do estado é recebida não permite que eles, os acusados, sejam conduzidos à uma delegacia para, a partir daí, começarem a responder pelas suas ações delituosas. Se depois da ordem para não esboçar o mínimo de reação, a polícia tem como resposta projéteis de ponto 40 ou qualquer outro calibre vindos em sua direção, não há outra opção senão o revide.

Este vídeo abaixo, publicado nesta terça-feira (17) pelo Água Preta News, na reportagem que noticiou o confronto entre os dois homens e a polícia, em Itanhém, mostra um diálogo assustador de prováveis traficantes mostrando força na região periférica do bairro Monte Santo que, para a guerra do tráfico, já tem status de favela.

[Edelvânio Pinheiro. Foto: imagens do vídeo]

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Homens mortos em confronto com a polícia em Itanhém tinham armas, munição e drogas. Veja vídeo

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Dois homens morreram no início da manhã desta terça-feira (17), no bairro Monte Santo, em Itanhém, na região conhecida como Populares Novas, depois de serem abordados por policiais da 44ª Companhia Independente de Polícia Militar de Medeiros Neto. Um dos mortos, Marcelino Nascimento dos Santos, o Negão, era acusado de tentar matar um jovem recentemente na cidade. O outro seria um adolescente.

Segundo a PM, no dia anterior a polícia recebeu informação de que os dois homens estavam ostentando armas e efetuando disparos na parte periférica do bairro, onde ocorreu a diligência. Ainda segundo a PM, os policiais fizeram o cerco à casa e ordenaram que eles saíssem sem esboçar reação, mas os militares foram recebidos à tiro e reagiram.

A PM apreendeu uma pistola calibre .40, uma garrucha e um revólver calibres 32, um rifle calibre 22, munições, uma pequena quantidade de cocaína e maconha e duas toucas ninja.

Vídeo

Um vídeo que circulou nos últimos dias redes sociais e que pode ter sido gravado na cidade de Itanhém, remete ao entendimento de disputa pelo tráfico de drogas, mas não há informação se tem relação com os homens que foram mortos nesta manhã, durante a abordagem policial.

Na imagem, apesar da qualidade ruim, dá pra ver dois jovens armados, um dos quais está com uma arma longa, muito parecida com um rifle, fazendo ameaças em plena via pública. O outro, com uma arma curta, tipo revólver ou pistola, aparece usando luva. O recado de um deles é ousado e assustador.

“Aí ó, é o bonde do Maluco, bonde do Shurek, viu desgraça. Tomamos a favela de novo, viu. Manda vim, viu. O Alemão aqui (incompreensível) vai botar a desgraça nenhuma aqui mais não, viu, que aqui é o bonde, bota a cara desgraça.

Shurek, citado no vídeo, deve se tratar do apelido de Ziélio Santos Santiago, morto em novembro do ano passado durante abordagem de policiais da Companhia Independente de Polícia Militar (CIPE-Mata Atlântica), antiga CAEMA. Relembre a reportagem aqui.

 

 

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Ônibus de turismo que seguia para Teixeira de Freitas deixa mortos e feridos

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Um acidente com ônibus de turismo deixou ao menos três mortos na BR-101, trecho de São José da Vitória, no sul da Bahia, nesta terça-feira (17). As informações são da Polícia Rodoviária Federal de Itabuna.

De acordo com a PRF, informações preliminares apontam que o motorista do ônibus teria perdido o controle da direção e o veículo teria batido em uma árvore após sair da pista. Ainda segundo a polícia, não há confirmação de quantas pessoas ficaram feridas.

A PRF ainda informou que o ônibus saiu de Tobias Barreto com destino a Teixeira de Freitas. O acidente aconteceu no Km-552. Não há mais detalhes sobre as circunstâncias da batida. Equipes da PRF de Itabuna estão no local. [G1 BA. Foto: Blog Paulo José]

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