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Parente do PM que surtou no Aeroporto de Guarulhos disse que “nunca aconteceu algo do tipo com ele”

Edelvânio Pinheiro

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O policial militar do Paraná, Frederico Correa Rezende, de 36 anos, que teve um surto psicótico no saguão do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na noite do último domingo (11), viajava para visitar familiares em Itanhém. A mãe dele e uma das três irmãs, além de tios e primos moram na cidade.

Ele usou um lápis para ameaçar uma comissária de bordo e manteve a funcionária da Gol refém por alguns minutos. Além disso, ele dizia ter bomba na mochila que trazia nas costas.

Depois da chegada de agentes da Polícia Federal, cuja presença o policial solicitou e, também, depois de conversar com o comandante imediato dele, por vídeo-chamada, o militar libertou a comissária sem nenhum ferimento. Ela passa bem, de acordo com a companhia aérea e, na mochila do militar, não havia bomba ou qualquer outro artefato explosivo.

De acordo com a Polícia Militar do Paraná, Rezende, como era tratado pelo nome de guerra, “sempre foi considerado um excelente policial, tanto por seu comandante imediato quanto por seus companheiros de serviço”. Ainda de acordo com a PM daquele estado “o policial atua na Polícia Ambiental Força Verde, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, há sete anos e nunca havia apresentado problemas”.

Procurado pela Água Preta News, um parente de Frederico, sob a condição de anonimato, confirmou que “nunca aconteceu algo do tipo com ele” e que o surto psicótico “foi surpresa pra toda a família”.

O policial é solteiro e, de fato, faz medicina na Cidade do Leste, no Paraguai. Durante o episódio no aeroporto, o militar havia dito que era estudante.

Ao contrário do que se viu nas redes sociais, Frederico não é itanheense e nem morou em Itanhém. Ele nasceu em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. De lá foi para Curitiba, onde se tornou militar e trabalhava. Em razão do curso de medicina foi transferido para Foz do Iguaçu.

De acordo com o parente procurado pela reportagem, Frederico já retornou para o Paraná e a irmã dele, que mora em Itanhém, já está lá dando toda a assistência necessária. As outras duas irmãs do policial moram nos Estados Unidos. [Edelvânio Pinheiro]