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Prefeita de Itanhém e seu irmão perdem mais uma e Justiça mantem diretora eleita na função

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O juiz Argenildo Fernandes confirmou a eleição da diretora Marinalva Arnholz Schneider Santos para diretora da Escola Municipal João Lopes de Ângelo, no distrito de Salomão, município de Itanhém. A decisão, em caráter liminar, é da última quinta-feira (26).

Marinalva, que tem como defensora a advogada Kerry Anne Esteves, havia sido eleita com 49,21% dos votos válidos, no último dia 10, em eleição que só ocorreu graças à decisão judicial, uma vez que a prefeita e um grupo de vereadores haviam criado uma lei, acabando com a eleição de diretores e vice-diretores nas escolas da rede municipal de ensino.

A Comissão Seletiva Central, que é responsável por conduzir o processo eleitoral havia anulado administrativamente a eleição na unidade de ensino, alegando irregularidade. Em razão disso, a professora impetrou um mandado de segurança contra a comissão, a prefeita Zulma Pinheiro e seu irmão Álvaro Pinheiro, que é o secretário da Educação.

Em sua decisão, o magistrado entende que “caso seja anulada a eleição poderá causar enormes prejuízos à autora [Marinalva], à administração, aos servidores e ao erário público”.

Foto: Marinalva Arnholz

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Com perdão do cacófato Sasdelli é uma fênix que precisa ser caçada

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[Edelvânio Pinheiro] A atual mesa diretora da Câmara Municipal de Itanhém vai ficar na história da cidade como uma das piores. Mas ela tem tudo para se superar até o dia 31 de dezembro 2019.

Por causa do jogo baixo entre o atual presidente da mesa, Sasdelli Resende (PSDB), e o candidato a presidente derrotado, Deilton Porto, o Caboquinho (DEM), uma disputa judicial segue em curso comprometendo a governabilidade e a decência na Casa do Povo.

Nunca na história política do Legislativo itanheense se desceu tão baixo no jogo da dissimulação, arrogância, troca de acusações e de favores e quebra de reputações para ver quem manda, de fato, na tal presidência.

Com decisões judiciais, ora a favor de um, ora de outro, os vereadores se sentiram ainda mais motivados a digladiarem entre si. Os conceitos de ficar “em cima do muro” ou “debaixo da mesa” nunca estiveram tanto na moda como agora.

Claro que o envolvimento do empresário Renato Correia – dono de uma lábia capaz de manipular e ludibriar qualquer um, inclusive o atual presidente – deixou o jogo político ainda mais agitado, perigoso e imoral.

Claro também que esse ambiente suspeito – e indigno dos eleitores de Itanhém – facilita muito a vida da prefeita Zulma Pinheiro e “hermanos”, para agirem à vontade sabendo que, no comando do Legislativo, tem um presidente fraco em todos os sentidos: político (porque não consegue liderar os colegas), moral (porque contaminado pela indecência) e pragmático (porque sua representativa está sob xeque legal).

Afinal, o que significa o entra-e-sai no comando da mesa diretora, senão a prova de que Sasdelli Resende perdeu a legitimidade? Talvez algum líder político, desses que aparecem em época de eleição se dizendo arrependido por ter colocado no poder um miserável qualquer, possa ter a resposta mais convincente para este questionamento.

E quando todos achavam que esse presidente já tinha chegado ao fundo do poço, eis que ele, à maneira da fênix, promove o aumento de nove para onze o número de cadeiras, alegando que o Legislativo terá maior representatividade e maior poder de fiscalização, como se a Câmara Municipal necessitasse de quantidade em vez de qualidade.

Mas essa fênix precisa ser caçada antes que faça cagada maior, com perdão do cacófato.

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Oficial e professor, Raimundo Magalhães publica livro e será homenageado pela ATL

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[Por Edelvânio Pinheiro] O tenente-coronel PM/BA Raimundo Magalhães está publicando o livro “Gestão participativa e polícia comunitária”, que é fruto da sua dissertação de mestrado defendida em 2014 na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O autor, que também é graduado em direito e atualmente cursa doutorado na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), leciona Direito na Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas desde 2015. De 2016 a 2019, respondeu pela direção do Colégio da Polícia Militar (CPM) em Teixeira de Freitas.

Magalhães foi promovido a 2º tenente em 1985 e, dois anos depois, a 1º tenente. A seguir, foi ascendendo na Corporação – capitão (1996), major (2006) – até chegar a tenente-coronel (2017).

A publicação de “Gestão participativa e polícia comunitária”, que sai com o selo editorial da PerSe, se insere nas grandes conquistas desse soteropolitano que, em 1998, trocou Salvador pelo extremo sul da Bahia. As marcas do trabalho sério e comprometido dele estão espalhadas por cidades da região como Teixeira de Freitas, Nova Viçosa, Mucuri, Porto Seguro e Itamaraju.

“Um homem deve ser medido pelas contribuições que foi capaz de produzir em prol do bem-estar de todos. E Magalhães o fez como comandante militar e como civil, na condição de professor universitário, por exemplo”, pontuou Almir Zarfeg, que cuidou da edição da obra de estreia do autor.

Raimundo Magalhães, aliás, será homenageado no evento solene da Academia Teixeirense de Letras (ATL) agendado para a noite do dia 5 de dezembro, na Câmara Municipal de Teixeira de Freitas.

Outros autores teixeirenses e regionais, com obras também editadas em 2019, serão homenageados: Athylla Borborema, Carla Alves, Carlos Mensitieri, Elias Botelho, Enelita Freitas, Erivan Santana, Juarez Ferreira Leite, Maurício de Novais, Raimundo Magalhães, Val Bernardino, Wilton Soares e Katrine Carvalho.

“Essa é a maneira que encontramos de valorizar a grande conquista que é editar um livro no Brasil. Meus parabéns a todos os autores”, comemorou Zarfeg, que é presidente da ATL.

Os interessados já podem adquirir a obra “Gestão participativa e polícia comunitária” aqui.

Foto de capa: Tenente-coronel Raimundo Magalhães durante evento solene da ATL

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Reconheço que preciso ‘desinventar’ o missionário beija-flor

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Um áudio do missionário Marcos dos Santos deixou em polvorosa as redes sociais na manhã desta quinta-feira (28).

Tantas opiniões, muitas delas calorosas e impiedosas, mostraram que ninguém se esqueceu do dia em que, eufórico, batizei Marcos de “missionário beija-flor”. Eufórico porque, diante de um mundo que não oferece bondades, o altruísmo passa a ser digno de nota, digno de crônica e digno também da euforia de um jornalista, digamos, até experiente como eu que, hoje, assim como muita gente, recebeu com surpresa as declarações do missionário.

A crônica do missionário que o caro leitor pode reler aqui foi inspirada na parábola de um beija-flor, que insistia em salvar uma floresta em chamas, levando água no bico, ou seja, com seus próprios meios, apesar da sua fragilidade. Como se sabe, a parábola é um jeito poderoso de nos ensinar sobre os acontecimentos existenciais.

Foi assim que retratamos o trabalho solidário do missionário Marcos que, até então, parecia existir sem nenhum interesse político, sem o enfadonho discurso da velha política, aquela que troca comida por voto. Hoje, no entanto, o missionário, em seu malfadado áudio, desmentiu nossas expectativas e a ele mesmo, quando afirmou alto e bom som, que faz o seu discurso político em favor da prefeita Zulma Pinheiro em todas as casas que ele deixa uma feirinha, remédio ou uma botija de gás.

Inegável que muitas pessoas carentes, vítimas do descompromisso social desta administração, através do missionário solidário, já dormiu sem o barulho da fome e sem os gritos da dor, mas essas mesmas pessoas,  junto com a comida ou o remédio, precisaram engolir o aborrecido recado do missionário político que recebe salário da Prefeitura de Itanhém para fingir que está fazendo assistência quando, na verdade, está engordando ovelhinhas para uma família de lobos que, apesar de já derrotada pela opinião pública, insiste em não aceitar a alternância de poder, um dos mais belos gestos do princípio democrático.

A salada que o missionário insiste em fazer com política e religião, demonstrada claramente em seu áudio, parece meio indigesta. Um questionamento de uma usuária das redes sociais chamou a atenção deste jornalista: “Antes dele entrar na prefeitura [na política], ele já tá jogando sujo, imagina quando ele cair lá dentro?”.

Não é de hoje que, em Itanhém, pessoas necessitadas buscam recursos em grupos de WahtsApp para conseguir atendimento médico, remédios e comida. Já exausta dessa situação, muita gente também tem usado as redes sociais para fazer o papel do beija-flor, não daquele que sai às casas da população carente entregando feira e pedindo voto, mas daquele que luta para renovar a política sem os terríveis monstros da mentira, da desonestidade e da corrupção.

Mas parece que o fogaréu da floresta continua a arder sobre todos nós. Ainda bem que a internet é como o vento que não só atiça as fogueiras, mas também cuida de apagar as pequenas labaredas e sempre será implacável com quem quer promover políticos inescrupulosos, que enganam e não se importam com o fortalecimento do comércio local, com a qualidade da educação, com o esgoto a céu aberto que atormenta a vida dos moradores dos bairros mais afastados, com o atoleiro das estradas, com o isolamento de pontes, com a falta de médicos, dentistas e remédio nos postos, com hospital que verdadeiramente funcione e com a mãe desesperada que, sem casa pra morar, sobrevive com seus dois ou três filhos, com R$ 120 do bolsa-família do governo federal. Pessoas que desejam servir a dois senhores, como lamentavelmente se mostrou o missionário, não se dão bem na política e muitos menos nas redes sociais, cujos diálogos são transmitidos numa velocidade estonteante.

Isso serve para o itanheense refletir que a mudança deve partir dele mesmo e ensinar que a prática da bondade deve estar em um patamar bem acima de qualquer que seja o interesse, inclusive o interesse político. Serve também para lembrar aos religiosos que o amor ao próximo não pode ser trocado por nada, muito menos por voto. E se alguém desejar praticar esse amor de modo falso e leviano, que não se esqueça de que Deus tudo vê.

Permitam, meus nobres leitores, me lembrar da bela canção de Chico Buarque:

“Você que inventou a tristeza, ora tenha a fineza de ‘desinventar’…”

Nesta quinta-feira, pelo grande respeito que tenho àqueles que leem meus textos há 25 anos, eu tenho a fineza de desinventar o beija-flor que vinculei ao missionário Marcos, mas, se por acaso esse beija-flor já estiver imortalizado, eu continuo com a canção de Chico: “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia”.

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