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Preocupados com assinaturas que podem ter sido falsificadas vereadores cobram atitude do presidente da Câmara de Itanhém

Edelvânio Pinheiro

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Os vereadores André Correia (PHS) e Whindson Mendes, o Nem Mendes (PP) intensificaram as cobranças ao presidente da Câmara de Itanhém, Sasdelli Resende (PSDB), para apurar as declarações do empresário Renato Medeiros Correia feitas em um áudio que vazou nas redes sociais na semana passada. Na conversa enviada a um interlocutor ainda desconhecido, o empresário, que é irmão do ex-presidente da Câmara e atual vereador Ronaldo Correia (PC do B), disse que era fácil recortar a assinatura de Nem Mendes e de Audrey Correia (PR) para publicar no Diário Oficial do Legislativo.

“Eu peguei é… Gelson. Ronaldo, Dema e Sasdelli assinam normalmente. O de Audrey e o de Nem [Whindson Mendes] é fácil, só a gente recortar a assinatura deles e colocar a data certa e publicar, tirar xerox colorida moço, entendeu? A gente tira xerox colorida”, diz o áudio.

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Na sessão ordinária da última segunda-feira (2), Nem Mendes cobrou uma atitude dos colegas e da presidência no sentido de apurar o que de fato ocorreu.

“Já se passaram oito dias e até agora eu não vi tomar nenhuma decisão [para explicar] porque o meu nome foi usado, até agora nenhuma ligação da Casa pra poder me dar uma satisfação, se a Casa está tomando alguma atitude por estarem usando meu nome, que vai falsificar minha assinatura”, cobrou o vereador. “Aí fica difícil de a gente trabalhar; tudo que eu for assinar aqui tem que tirar cópia de tudo, de todas as reuniões e guardar lá em casa pra poder ter prova que não foi trocada minha assinatura”, reclamou.

André Correia já havia encaminhado ofício ao presidente Sasdelli Resende, solicitando apuração do caso. Quem, no entanto, respondeu a solicitação do vereador, foi o controlador interno da Câmara Municipal, Diogo Gonçalves Correia.

Um segundo ofício, então, foi protocolado nesta terça-feira (3) no Legislativo itanheense por André Correia. No documento ele questiona porque o controlodor interno da Câmara respondeu um ofício que havia sido endereçado à presidência da Casa do Povo.

“Estranhamente, no último dia 28 de novembro este vereador foi surpreendido com o Ofício nº 080/2019, em papel timbrado da Câmara Municipal de Itanhém, subscrito pelo senhor Diogo Gonçalves Correia, que ora ocupa a função de controlador interno, respondendo um documento que, na verdade, havia cobrado explicação ao presidente e não ao controlador”, escreveu André Correia no novo ofíco encaminhado a Sasdelli Resende.

Veja a íntegra do documento:

“Senhor Presidente,

No último dia 27 de novembro este signatário solicitou a V. Sª, em caráter de urgência, que fosse apurado o caso do áudio envolvendo Renato Medeiros Correia, irmão do ex-presidente da Câmara Municipal de Itanhém, Ronaldo Medeiros Correia. No áudio, Renato diz a um interlocutor como produzir um documento da Casa do Povo com assinaturas falsificadas de pelo menos dois vereadores.

Como se sabe, Renato Correia na gestão do irmão atuava como controlador-geral da Câmara de Itanhém e na gestão de Vossa Senhoria, além de ter atuado como funcionário e atualmente ser fornecedor do Legislativo, ele circula livremente por todos os setores desta Casa com total e ampla liberdade.

Estranhamente, no último dia 28 de novembro este vereador foi surpreendido com o Ofício nº 080/2019, em papel timbrado da Câmara Municipal de Itanhém, subscrito pelo senhor Diogo Gonçalves Correia, que ora ocupa a função de controlador interno, respondendo um documento que, na verdade, havia cobrado explicação ao presidente e não ao controlador.

A cobrança havia sido feito a Vossa Senhoria porque cabe ao presidente a obrigação de cumprir e fazer cumprir as normas internas da Câmara Municipal e fiscalizar todos os atos que envolvem o Legislativo. Por outra ótica, na reunião ordinária do dia 25 de novembro de 2019, Vossa Senhoria disse em bom som que “nada passaria despercebido” quando, na verdade, até o presente momento, este vereador, que cumpre o seu papel de fiscalizar e nenhum outro cidadão itanheense viu a mínima manifestação da presidência da Câmara de Itanhém, oficial ou não, sobre este caso que envergonha o Poder Legislativo de Itanhém nas redes sociais e na imprensa local e da região.

Diogo Gonçalves Correia diz ter feito uma grande varredura em todos os documentos assinados pelos vereadores Whindson Mendes e Audrey Correia e que não foi encontrada nenhuma irregularidade, que todas as assinaturas deles conferem com a assinatura original e que não foi encontrada nenhuma irregularidade em publicações no Diário Oficial da Câmara de Vereadores de Itanhém.

Diz ainda o controlador que Renato Correia “não mais faz parte do quadro de funcionários desde o dia 02/05/2019 conforme portaria nº 023/2019 publicado no Diário Oficial desta casa e o mesmo não tem NENHUM acesso a documentos desse Poder Legislativo” (sic).

Assim, considerando que este vereador fez cobranças a V. Senhoria e não a qualquer outro funcionário da Câmara e muito menos ao controlador interno e considerando também que o controlador não é nenhum perito grafotécnico e que a função de entender de sinais gráficos não é uma arte, mas sim um processo que precisa ser executado por um profissional que tenha formação e capacitação, solicito, pela segunda vez, informações sobre quais providências a presidência da Câmara de Itanhém está tomando em relação ao gravíssimo áudio envolvendo o senhor Renato Correia.”