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Secretária deu suporte à mãe de Valentim em Itabuna em casa de apoio e não pousada

Edelvânio Pinheiro

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Sejamos honestos!

É verdade que a secretária da Saúde de Itanhém, Renilda Chapéu, só tomou conhecimento do caso grave de Valentim somente dois dias depois, através de Eliete Pinheiro, mas ela não mentiu quando disse que deu suporte a Jaíne Alves Silva, que acompanhou o filho a cidade de Itabuna para ser internado às pressas no Hospital e Maternidade Manoel Novais, que funciona na Santa Casa de Misericórdia. A vaga foi conseguida pelo secretário da Saúde de Teixeira de Freitas, Hebert Chagas, depois que a imprensa noticiou o fato em toda a região.

Tudo bem que não foi uma pousada como anunciou a secretária, mas a mãe do bebê – e tão somente ela – teve a sua disposição a Casa de Apoio Tia Edna, que fica próximo à unidade de saúde, com quarto, almoço, janta e café da manhã.

A mulher que acompanhou a mãe em razão de sua saúde debilitada, inclusive apresentando quadro de depressão pós-parto, não seria acolhida pela casa de apoio durante o período de tratamento da criança. Assim, como o transporte de ônibus está impedido pelo governo do estado por causa do coronavírus, a única opção da família foi buscá-las. Como a secretaria da Saúde não disponibilizou transporte, a família reuniu dinheiro com amigos para locação e abastecimento do veículo e trouxe de volta para Itanhém a mãe e a acompanhante.

O Água Preta News apurou que cerca de 10 horas depois de chegar a Itabuna, isso por volta das 19h, juntamente com sua acompanhante, Jaíne foi trazida para a casa de apoio, onde aguardou a chegada de familiares. A família tem dito nas redes sociais que decidiu por trazer Jaíne em razão do seu estado de saúde e diante da informação de que a mãe não teria acesso direto ao filho durante o período em que ele está sendo mantido em tratamento intensivo.

Procurada pela reportagem, a proprietária da casa de apoio disse que a mãe e sua acompanhante tomaram banho, jantaram e descansaram até a chegada, por volta de meia-noite, do pessoal que foi buscá-las. Disse ainda que o motorista e as duas mulheres que foram para Itabuna dormiram e se alimentaram na casa de apoio e retornaram assim que o dia amanheceu.

No dia que saiu de Itanhém com o filho, a mãe recebeu a visita da prefeita Zulma Pinheiro no Hospital Maria Moreira Lisboa. A prefeita se quer falou como seria o acolhimento da mãe em Itabuna e não abordou nada sobre a necessidade financeira da mãe para se manter durante todo o período que o filho ficará internado.

Zulma Pinheiro, insensível com tudo o que está acontecendo com o pequeno Valentim, na verdade, foi ao hospital saber da mãe quem fez as fotos que o Água Preta News publicou em reportagem, que foi replicada por dezenas de sites da região e, através da qual autoridades tiveram conhecimento do fato e lutaram pela transferência do recém-nascido.

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