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Solidário às causas sociais, professor dá resposta acachapante ao presidente da Câmara de Itanhém

Edelvânio Pinheiro

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[Edelvânio Pinheiro] “Avisem Sasdellli que não fez falta os três reais que ele me disse que não daria porque Eliete Pinheiro e Edelvânio Pinheiro estavam nos ajudando.” Esta foi a resposta acachapante do professor Carmindo Alves Lemos, mais conhecido como Nego Nem, ao presidente da Câmara de Itanhém, Sasdelli Resende (PSDB), que negou receber ofício que solicitava apoio para um evento esportivo beneficente, em favor de uma mulher que mora em Vila São José, onde, há mais de 20 anos, o professor leciona.

Esta não é a primeira vez que Nego Nem arregaça as mangas para gritar nos microfones das redes sociais, pedindo ajuda para socorrer necessitados. Entre outras pessoas, em julho do ano passado, o professor moveu céus e terra para socorrer outro morador de Vila são José.

Domingos Pereira de Souza, de 49 anos, o Domingão da Água Fria, na ocasião, estava 24 dias com o braço fraturado, depois de cair de um cavalo na zona rural do município de Itanhém. Graças ao esforço do professor, Domingão foi levado para o Hospital Municipal de Teixeira de Freitas e operado. Veja reportagem aqui.

Professor Nego Nem entrega prêmio ao ganhador da rifa solidária.

Desta vez, a luta é para dar assistência a Maria D’Ajuda Jesus Ferreira, de 50 anos, que mora com dois filhos adolescentes e tem sérios problemas de saúde. A casa dela não tem energia, portas, janelas e banheiro.

“Fizemos duas rifas de uma prancha de cabelo e uma caixa de bombom e outra de três galinhas caipiras. Com o dinheiro arrecadado, vamos conseguir amenizar o sofrimento de Dona Maria”, explicou Nego Nem.

Além das rifas, um jogo de futebol entre Vila São José e o América de Itanhém movimentou torcedores para prestigiar o evento e assinar os bilhetes. Várias pessoas colaboraram, menos o presidente da Câmara que, de acordo com o professor, se negou a receber o ofício que solicitava o transporte de torcedores de Vila São José para Itanhém. Além disso, ainda de acordo com o professor, o presidente também se negou a assinar um palpite de apenas R$ 3, alegando de forma estúpida que este jornalista e a prima dele, que fazem oposição política à prefeita Zulma Pinheiro – que tanto Sasdelli venera – já estavam ajudando no evento.

A mesquinharia de Sasdelli, como não poderia ser diferente, foi duramente criticada nas redes sociais.

“Se ele disse isso, ele não é político”, resumiu Jeú Barbosa. “A pessoa entra pra política não é pra aumentar seu saldo na conta bancária não, entra para diminuir o sofrimento da população”, ensinou o professor, que já anunciou a data de reforma da casa de Dona Maria.

Time do América de Itanhém.
Time de Vila São José.