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Um cumprimento especial para Dra. Lohana Mehnati e todos os veterinários neste dia abençoado

Edelvânio Pinheiro

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Parece que foi ontem que o cheirinho de bebê era a essência da casa e o riso da menina se misturava ao sol da manhã para aquecer a vida e a alma de todos nós. Mas o tempo sopra os momentos para nascer a saudade.

Hoje minha filha é dona de um sorriso meigo, mulher e filha do Deus vivo, porque serve verdadeiramente ao Deus de Abraão, a quem é fidelíssima.

Quantas lutas passamos em casa e na vida. Quantas vezes nos digladiamos com os percalços que teimam em aparecer para impedir que fôssemos felizes? Mas, sabe, somos teimosos, insistentes para andar lado a lado com a tal felicidade.

Lohana Mehnati cresceu e, seguindo o exemplo da avó Maria Pinheiro, amou a ideia de cuidar dos animais. Ela colocou o sonho nas mãos de Deus e nunca desistiu. Enquanto fazia Biomedicina em Teixeira de Freitas, tentava Medicina Veterinária e, um dia, Deus enviou uma correspondência, na qual estava escrito um ‘sim’ do tamanho da fé que ela sempre teve.

E foi a partir daí que aprendi muito mais sobre Deus e hoje sou um pai orgulhoso por ter a oportunidade de vê-la entrar em casa com um jaleco com a inscrição ‘médica veterinária’ no bolso.

Mehnati é uma pessoa que, com a mãe, ajudei a andar sobre as pedras da vida e que é, sem dúvidas, um dos seres humanos mais nobres que já conheci. Ela é a menina sincera e responsável que sai todos os dias pro trabalho preocupada com as dores dos animais que chegam às suas mãos. Eu mesmo já a vi chorar por um animalzinho que se foi.

Sensível e honesta são dois dos milhões de adjetivos que eu poderia usar para defini-la, porque tive a oportunidade de acompanhar a dolorosa tentativa de salvar a vida de um gatinho que tínhamos em casa. Drummond apareceu faminto e carente, cuidamos dele até que uma doença de causa desconhecida o deixou debilitado. Lohana improvisou uma cama para ela no sofá da sala ao lado da cama do animal e foi assim, durante semanas, até o dia que ele nos deixou. A mim coube a triste missão de enterrá-lo.

A minha menina cresceu e hoje trabalha com outras grandes profissionais na Zoopet Bahia, uma das melhores clínicas de veterinária da região. O sonho dela cresceu também e ela pretende alçar voos ainda maiores.

Não pensem, no entanto, que a mãe dela e eu também não subimos de patente. Além de pais orgulhosos, somos os motoristas oficiais da “Au-Au e Miau-Miau Ambulância” (nome dado pela outra filha, estudante de Odontologia da UFES, ao meu velho carrinho empoeirado) nos dias em que nossa médica veterinária está de plantão.

E é isso. A nossa vida é leve, simples e real, com dificuldades e vitórias.

Hoje, 9 de setembro, é o Dia do Veterinário, mas para mim é também o Dia Nacional do Pai Orgulhoso. Minha filha representa bem a classe desses profissionais honrados e merecedores de todo o reconhecimento, que são enviados por Deus para nos ensinar a cada dia sermos seres humanos melhores. [Por Edelvânio Pinheiro]

Lohana Mehnati com os pais na UESC, durante formatura.