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Veja as opções para quem reconduziu os Batistas ao poder em Itanhém

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Os Batistas, que agora na segunda geração de políticos passaram a ser chamados de Pinheiros, sempre tiveram uma liderança controversa nas três vezes que o povo de Itanhém confiou a eles a condução dos destinos do município.

Na verdade, quando estão no poder eles sempre se colocam na condição de chefes, impondo a autoridade conquistada através do cargo que possui e nunca se posicionam como líderes, aqueles que mesmo sem autoridade estatutária é seguido e respeitado porque trabalham harmonicamente para defender interesses coletivos e não de seus familiares, amigos e correligionários.

O patriarca Manoel Batista dos Santos, o Neco, administrou a cidade em duas ocasiões. A primeira, de 1989 a 1992 e, a segunda, de 2001 a 2004, quando emplacou uma gestão marcada pela prática escancarada do nepotismo, que lhe custou uma derrota esmagadora na eleição seguinte para o pecuarista Gedeon Botelho.

Na atual administração, desde 2017, a filha de Neco, Zulma Pinheiro, repete as mesmas burrices políticas do pai, mantendo seus familiares à frente das principais secretarias. Um de seus irmãos, o fazendeiro Newton Pinheiro ocupa as pastas da Administração e Finanças e da Infraestrutura.

Por falar em burrice política, antes de qualquer crítica à atual situação de descaso que vive o município, pelo bem da sensatez, não se pode deixar de apontar quem são os culpados pela família Batista haver retornado à prefeitura.

Desde o movimento que culminou com a emancipação política de Itanhém em 14 de agosto de 1958, os itanheenses já elegeram 10 nomes: Sady Teixeira Lisboa, Jota Farias Pires, Edson Gavião, João Lopes de Ângelo, Edmo Afonso Leles dos Santos, Gedeon Botelho Ferreira, Manoel Batista dos Santos, Oséas Moreira Lisboa, Milton Ferreira Guimarães e, por último, Zulma Pinheiro Santos Vaz.

Neco Batista e Gedeon Botelho, a partir da eleição de 1976, passaram a fazer parte do grupo liderado por Sady Teixeira, pai de Oséas Moreira e avô do atual vice-prefeito, André Lisboa. Porém, mais tarde, Gedeon ganhou o apoio político de Oséas Moreira e Neco fez oposição a Oséas.

A supremacia política de Gedeon Botelho, eleito para a prefeitura em três oportunidades, deve ser respeitada por todos aqueles que verdadeiramente conheceram os diversos cenários políticos em épocas eleitorais. Gedeon, inegavelmente, foi responsável pela eleição dos seus sucessores Neco Batista, Oséas Moreira e Milton Guimarães, o Bentivi.

Com a ausência de Gedeon Botelho, falecido em 2015, algumas movimentações foram, digamos, inevitáveis na corrida eleitoral de 2016. Neste momento a população de Itanhém assiste a triste reconciliação de Oséas Moreira com Neco Batista. Em troca do apoio, Oséas passou a ser o inoperante secretário da Agricultura e seu filho o vice-prefeito de Zulma Pinheiro. Se houve algum acordo com referência ao Hospital Maria Moreira Lisboa, que pertence ao grupo de Oséas, pela situação de descaso porque vive a saúde do município e aquela unidade de hospitalar, até o presente momento não foi cumprido.

Mas não se pode colocar apenas na conta do ‘grupo do hospital’ a culpa pelo retorno dos Batistas ao poder. O ex-prefeito Bentivi tem uma cota que também é bastante significativa.

Já dissemos isso em outra oportunidade e não custa nada repetir que o nome de Mildson Medeiros nas últimas eleições municipais não surgiu entre quatro paredes de um escritório com ar condicionado ou numa sala luxuosa da casa de um líder político, fazendeiro ou grande empresário.

Em meados de 2016, quando Romeu Gazzinelli, o genro do ex-prefeito Gedeon Botelho desistiu de se candidatar, por razões que não nos interessa neste momento, o filho de Jonga do Cartório e neto do saudoso Grinaldo Medeiros foi arrancado às pressas de sua casa e, diga-se de passagem, contra a sua vontade, e colocado nas costas de uma pequena multidão que, em uníssono, gritava o seu nome. E foi assim que milhares eleitores na ocasião não ficaram órfãos.

Desta forma, não é necessário queimar nenhum neurônio a mais para entender que, apesar de ter ficado oito anos à frente do Poder Executivo e de ter entrado para a lista dos melhores prefeitos do município, Bentivi não teve a habilidade de fabricar o seu sucessor, como naturalmente fez todos os grandes políticos destes 60 anos de existência da independência de Itanhém.

Há, portanto, duas opções bem óbvias para os responsáveis por reconduzir os Batistas ao poder novamente em Itanhém: reconhecer o erro que cometeram junto à população ou assumirem ser corresponsáveis pelo comércio falido, pelo destrato com os professores, pela péssima qualidade da merenda escolar, pelo transporte escolar que muita das vezes não chega com regularidade às comunidades mais longínquas, pelo abandono total ao esporte, pelo alto número de desempregados, por cerca de 800 itanheenses que, até o momento, fizeram passaportes para deixarem suas famílias rumo a outro país em busca do pão de cada dia, pelas crianças especiais que ficam agitadas e sem dormir por várias noites por falta de medicamentos, pela mulher com câncer que chora de madrugada pela falta de morfina, pela mãe desesperada que não recebeu a cesta-básica e ouve os lamentos da fome de seus filhos quase que diariamente, pelo aluno que não pode ir à escola porque não tem uniforme, pelo vaqueiro que morreu numa valeta irresponsavelmente aberta pela prefeitura, pelo fechamento da EFAI e da Creche Renascer, pelas crianças e adolescentes em situação vulnerável, que não mais recebem assistência do projeto AABB Comunidade, pelos itanheenses que morreram porque a porta do Maria Moreira Lisboa estava fechada e pelo olho de Dona Maria Santiago, que está irreversivelmente mergulhado na escuridão.

FOTO DA CAPA/arquivo jornal Impacto: Posse de Neco Batista em 2001, no Ginásio de Esportes de Itanhém.

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De passagem por Itanhém, escritor Wilton Soares visita Projeto Resgate

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Em passagem por Itanhém, na tarde da última quinta-feira (13), o escritor Wilton Soares fez questão de visitar a sede do Projeto Club Resgate, que é coordenado por Manoel Binas e beneficia cerca de 200 crianças e adolescentes itanheenses.

O projeto tem 11 anos de história e, em 2018, ganhou uma Embaixada que apoia as ações através de anuidades e doações diversas.

“Visitei a sede do projeto para conhecer e deixar o meu livro como doação”, disse Wilton Soares à reportagem do Água Preta News.

“De quebra, aproveitei para tirar algumas fotos com Binas diante da arte de D’Jane Silper”, acrescentou o escritor, que é itanheense mas vive em Dois de Abril/MG há muitos anos.

Além de conhecer detalhes do Club Recreativo Resgate (CRR), Wilton ainda obteve informações sobre o projeto de leitura “Bola no pé, livro na mão”, que acontece paralelamente e foi idealizado pela parceira e professora Romilva Pereira da Silva.

O autor de “Crônicas Abrilenses & Outros Escritos” fez um balanço bem positivo da visita, apesar da correria em que as coisas aconteceram.

“Foi tudo muito rápido, mas fiquei com uma ótima impressão do projeto que tem os melhores propósitos, ou seja, resgatar crianças e adolescentes até 17 anos para a formação de craques e também de leitores”, pontuou Wilton.

Ele elogiou a ideia de cobrar dos alunos, como condição para serem matriculados, a leitura de um livro durante um período determinado. Para ajudar e apoiar, ele doou exemplares do seu livro de crônicas lançado recentemente.

“Binas merece todo o nosso apoio”, concluiu Wilton.

O escritor Wilton visitou o Projeto Resgate.

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Sem estradas preservadas, o cambaleante comércio de Itanhém vive uma das piores crises da história

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As chuvas que atingiram o município de Itanhém nesta semana podem servir para fazer a prefeita Zulma Pinheiro e seu irmão Newton Pinheiro – que é o secretário de Infraestrutura – entenderem, definitivamente, que estradas de chão batido têm que ser levadas a sério pela administração, pois a natureza, diferentemente deles, não brinca.

A prefeitura precisa trabalhar com mais responsabilidade e profissionalismo no levantamento dos trechos críticos das estradas municipais, de pontes e bueiros com menos amadorismo na execução dos trabalhos de aterro, desvio de água e encascalhamento. Só assim, em períodos chuvosos, a mobilidade não será prejudicada por tantos transtornos como ocorreu nos últimos dias.

A estrada que dá acesso a Santa Rita do Planalto, por exemplo, virou um caos. O empresário do ramo de combustível, Ronivon Chapéu, registrou imagens da dificuldade de se trafegar por aquela estrada em época de chuva. Em vídeos ele mostrou nas redes sociais um ônibus escolar transportando crianças e adolescentes, sendo arrastado por uma máquina para ser retirado de dentro do lamaçal. Nas imagens, uma das laterais do veículo aparece bem próxima ao barranco, colocando em risco a vida dos alunos. Veja reportagem completa aqui.

Em outra situação, desta vez na estrada que liga Itanhém ao distrito de Batinga, irritado com as péssimas condições daquele trecho, que tanto a prefeitura fez propaganda dizendo ter reestruturado a estrada, um motorista filmou e também mostrou nas redes sociais o momento em que carros ‘dançavam no lamaçal’ para saírem do atoleiro.

Nas gestões anteriores, do ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), as estradas principais de acesso do município foram refeitas com encascalhamento de todos os trechos críticos, inclusive com retirada de águas e construção e reformas de mais de 40 pontes.

A estrada de Batinga, por exemplo, onde foram construídas duas pontes já com estrutura para receber asfalto, foi toda reestruturada pela administração de Bentivi. Acontece que, nessa estrada e em todas as demais, a atual gestão costuma apenas passar a motoniveladora para acabar com a buraqueira e acaba retirando a estrutura de cascalho, que é a maior sustentação para a mobilidade das estradas de chão.Se a prefeita Zulma Pinheiro não levar a sério as estradas municipais, ela vai acabar debilitando ainda mais a economia local. Sem ter como escoar a produção, o cambaleante comércio itanheense vive uma das piores crises da história.

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Para pastor da Assembleia de Deus “Zé de Artêmio foi um patrimônio da igreja”

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A cerimônia do culto fúnebre de José Sousa Santos foi celebrada na manhã desta sexta-feira (14), no templo da Igreja Assembleia de Deus Missão de Itanhém, na Rua Teixeira de Freitas, no centro da cidade, pelo pastor Gersival do Carmo Silva.

O comerciante que ficou mais conhecido como Zé de Artêmio, faleceu na madrugada desta quinta-feira (13), em sua residência, por causa de problemas cardíacos. Ele tinha 62 anos e seu coração vinha há algum tempo exigindo cuidados médicos.

O pastor Merisvaldo Conceição, que já presidiu a assembleia em Itanhém e hoje pastoreia em Itabatã, se fez presente à cerimônia. Outros ministros do evangelho, inclusive de outras denominações, vieram se despedir de Zé de Artêmio. Foi o caso do pastor João Batista de Aguiar, da Igreja Metodista Wesleyana, que descreveu o comerciante como “um homem de sorriso tranquilo e sereno.”

Para o pastor Gersival, Zé de Artêmio “foi um patrimônio da igreja” e por isso terá uma foto para sempre eternizada na tesouraria, função que ocupou por muitos anos na Assembleia de Deus.

Para o presbítero Osvaldo Júnior “ele deixou um legado que a gente vai levar para a vida toda”.

O depoimento mais emocionante, porém, foi o da viúva Marionice: “Ele disse  há 60 dias, ‘Nice, não vou dar trabalho para morrer, você nem vai ver eu morrendo; você vai chegar na cama e vai me encontrar morto”.

Leia mais sobre Zé de Artêmio aqui.

Zé de Artêmio.
Pastor Gersival.
Pastor João Batista.
Pastor Merisvaldo.

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