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Vereador acredita que Justiça vai anular votação que acaba com eleição de diretores

Edelvânio Pinheiro

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O vereador Luiz Marcos Vilas Boas, o Marquinhos (PSB), na reunião desta segunda-feira (22), disse acreditar que a Justiça vai anular a reunião da Câmara de Itanhém, ocorrida no último dia 15, quando foi aprovado o projeto da prefeita Zulma Pinheiro (MDB), que deu origem à lei que acabou com a eleição de diretores escolares na rede municipal de ensino.

“Eu garanto a esses professores, não precisa agradecer aos vereadores, agradeça ao juiz que vai cancelar essa votação”, disse Marquinhos aos educadores e representantes da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia), que foram ao Legislativo Municipal fazer uso da tribuna.

Na ocasião, votaram a favor do projeto os vereadores Ronaldo Correia (PC do B), Audrey Correia (PR), Sasdelli Resende (PSDB) e Gelson Picolli (PSDB). Whindson Moreira Mendes, o Nem Mendes (PP), e Valdemar Oliveira, o Dema (PT) não foram à reunião, mas disseram posteriormente que defendem a eleição de diretores. Já André Correia (PHS), Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e Marquinhos abandonaram a sessão antes de iniciar a votação.

Na qualidade de ex-presidente da Câmara de Itanhém, Marquinhos chamou a atenção de Ronaldo Correia e Sasdelli Resende, dizendo que eles foram desumanos ao votarem o projeto da prefeita que acabou com o direito do voto nas escolas.

“Fui presidente desta Casa, Sasdelli [mas] eu não quero humilhar ninguém. Eu conseguir 50 benefícios com a sobra desta Casa”, disse. “Eu queria perguntar ao ex-presidente Ronaldo Correia, ‘o que você tem para a sociedade?’, que se não me engano, pelo que eu conheci, Ronaldo Correia deve ter economizado um milhão de reais nesta Casa, um milhão em benefício do povo, agora, pra fazer uma desumanidade dessa!”, lamentou. “Quero te pedir Sasdelli, não passe por outra decepção dessa, você não merece”, aconselhou, provavelmente referindo-se ao fato de o presidente ter colocado em votação o projeto de Zulma Pinheiro, que acabou com a eleição de diretores.

Marquinhos abordou diversos assuntos durante a reunião, sempre com críticas à administração municipal.

“Roubar merenda das crianças é pecado de morte”, advertiu. “Eu não vou acompanhar caixão de ninguém”, ironizou.

Marquinhos, juntamente com André Correia e Caboquinho moveram ação para anular a reunião.