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Vereadores aprovam projeto da prefeita que acaba com eleição de diretores escolares em Itanhém

Edelvânio Pinheiro

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Os vereadores Sasdelli Resende (PSDB), Ronaldo Correia (PC do B), Audrey Correia (PR) e Gelson Picoli (PSDB), que é professor aprovaram, na noite desta segunda feira (15), o Projeto de Lei nº 03/2019, de autoria da prefeita Zulma Pinheiro, que acaba com a eleição de diretores escolares no município de Itanhém.

Os vereadores André Correia (PHS), Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e Luiz Marcos Vilas Boas, o Marquinhos (PSB) estavam presentes, mas abandonaram a sessão antes que o presidente colocasse o projeto em votação. As reuniões são realizadas com o quórum mínimo de cinco dos nove vereadores.

Whindson Mendes, o Nem Mendes (PP) e Valdemar Oliveira, o Dema (PT) não estavam na reunião. Mas, Dema, que é professor, juntamente com Sasdelli e Audrey fazem parte da Comissão de Saúde, Educação, Cultura, Lazer e Turismo que opinou favoravelmente para acabar com a democracia na escolha de diretores escolares.

A escolha de diretores através do voto, inegavelmente, é fruto da luta dos professores, mas foi o ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB) que apresentou o projeto e sancionou a lei que colocou nas mãos da comunidade escolar o direito de escolher seus gestores. Aliás, não foi apenas na escolha de diretor que a democracia ganhou asas na administração de Bentivi. Para escolher a secretária da Educação, que geriu a pasta durante suas duas gestões, os professores apresentaram uma lista tríplice e Bentivi nomeou Lucineide Gonçalves.

No início da administração da prefeita Zulma Pinheiro (MDB), o secretário da Educação Álvaro Pinheiro, que é irmão da prefeita, já havia mostrado que estava na contramão do tempo quando, na reunião da Câmara de Vereadores do dia 16 de fevereiro de 2017 defendeu que os dirigentes escolares fossem indicados pela prefeita, nos mesmos moldes da gestão de seu pai Manoel Batista, o Neco, quando foi prefeito do município em duas ocasiões. Veja reportagem aqui.

Procurado pelo Água Preta News, o ex-prefeito Bentivi chamou de retrocesso a aprovação do projeto que acaba com a eleição de diretores.

“Como vereador já reivindicávamos a democratização da gestão escolar e quando a gente teve a chance de ser prefeito, colocamos o projeto e foi aprovado”, explicou. “Vejo que foi um grande retrocesso, infelizmente desde o início da administração eles já vinham buscando esta situação, estavam simplesmente esperando um momento oportuno”, concluiu o ex-prefeito.

Apesar do momento delicado com sua filha que, neste momento, passa por um procedimento cirúrgico no Hospital das Clínicas, em São Paulo, o coordenador do núcleo sindical de Itanhém da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia), Marco Antônio Pires dos Santos atendeu a reportagem do Água Preta News. Ele soube da votação através da reportagem e classificou o projeto de lei que acaba com a eleição de diretores como um ato de covardia.

“Estou tomando conhecimento agora, meu celular estava até desligado”, disse Marco Antônio. “Eu preciso pensar direitinho, mas pra mim é um ato de covardia uma ação dessas”, antecipou. “Embora tenha pensado que isso pudesse acontecer, a gente não esperava tamanha arbitrariedade”, indignou-se. “Repudio veementemente esta ação da prefeita e dos vereadores que apoiaram tal ação antidemocrática, [eles são] inimigos da educação e da democracia”, finalizou.

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1 Comment

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    Almir Zarfeg

    abril 16, 2019 at 7:51 am

    É como diz o poeta: “Os Batistas serão pau pra /Toda obra até a 3ª geração / Depois vão virar nostalgia / Ou anedota cabisbaixa”.

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