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Vereadores pagam caro por abandonar reunião em defesa dos professores: R$ 1 mil

Edelvânio Pinheiro

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Os vereadores André Correia (PHS), Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e Luiz Marcos Vilas Boas, o Marquinhos (PSB), pagaram caro por abandonar a reunião da Câmara de Itanhém da segunda-feira passada (15), em defesa dos professores. O presidente Sasdelli Resende (PSDB) determinou o desconto de R$ 1 mil no recebimento de cada vereador no pagamento do mês de abril.

Havia um projeto de lei da prefeita Zulma Pinheiro (MDB) para acabar com a eleição de diretores nas escolas da rede municipal de ensino. Acontece que os três vereadores só tomaram conhecimento do projeto na hora da sessão. De igual forma, Whindson Moreira Mendes, o Nem Mendes (PP), e Valdemar Oliveira, o Dema (PT), que não foram à reunião, posteriormente, explicaram que também não sabiam do projeto e garantiram que, se lá estivessem, seriam a favor da eleição de diretores.

Embora que a pauta da sessão deve ser fixada no mural do Legislativo, pelo visto, somente quem votou a favor tinha conhecimento de que o projeto entraria em pauta naquele dia. Além do presidente, foram favoráveis em acabar com a democracia na escolha de dirigentes escolares os vereadores Ronaldo Correia (PC do B), Audrey Correia (PR) e Gelson Picolli (PSDB).

Agora, os vereadores que abandonaram à sessão em defesa dos professores buscam, na Justiça, a anulação da reunião. Informações não confirmadas também asseguram que a APLB
(Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) move ação contra aquela votação.

Os quatro vereadores que votaram a favor para acabar com a eleição de diretores vem sendo duramente criticados nas redes sociais pela maioria da população.

Um vídeo foi gravado pelos professores ironizando Audrey Correia que, quando estava na oposição, no quadro “O Brasil que eu quero”, exibido na ocasião no Jornal Nacional, da Rede Globo, defendeu uma maior valorização dos professores e, agora, na situação, foi implacável na defesa do projeto da prefeita Zulma Pinheiro para acabar com a eleição de dirigentes escolares.

Na sessão da última segunda-feira (22), a APLB, fez uso da tribuna e repudiou a forma como a prefeita e os quatro vereadores acabaram com um direito que já durava 10 anos, conquistado pelos professores na primeira gestão do ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB).

O desprezo demonstrado pela prefeita e pelos vereadores Audrey, Sasdelli, Gelson e Ronaldo aos trabalhadores da educação iniciou tão logo quando começo a atual administração, com a declaração do secretário Álvaro Pinheiro, que é irmão da prefeita, de que não era a favor da eleição direta para diretores. Ao que tudo indica a prefeita e o irmão, em conluio com o presidente da Câmara, apenas aguardavam o momento certo para aprovar a “lei da mordaça”, como vem sendo chamada pelos educadores.

Os professores e os vereadores que defendem a democracia e a comunidade em geral não devem admitir, sob nenhuma hipótese, o retrocesso, ainda que sejam penalizados sob a ótica de um regimento que tem a cara dos atuais políticos que ditam as regras no Executivo e no Legislativo itanheense.