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Zarfeg dedica poema à memória dos grandes “plantadores” de vaca de Itanhém

Edelvânio Pinheiro

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O poeta e jornalista Almir Zarfeg acaba de escrever um poema interessante, ao qual deu o título de “À memória dos grandes plantadores de vacas”.

À primeira leitura, fica claro que o poema foi dedicado aos grandes “plantadores” de vacas já falecidos, como Gedeon Botelho e Jorge Afonso, e que fizeram tanto sucesso em Itanhém. Afinal, eles foram grandes latifundiários, sendo, inclusive, cantados em verso e prosa pelo próprio Zarfeg e outros artistas como Jaiel, ClauduArte e Robinho.

Difícil falar de Itanhém e não citar os bovinos e seus “plantadores”, como Neco Batista, Ivan Santana, Newton Pinheiro e Gilvan Vilela, felizmente todos vivos.

O último poema do livro “Água Preta”, de Almir Zarfeg, se chama “A hora dos bovinos”. Realmente, não dá para falar de Itanhém e não homenagear os bois.

O poeta informou à redação que o novo poema estará na 5ª edição de “Água Preta”, a sair em 2021, na celebração dos 30 anos da obra.

À MEMÓRIA DOS GRANDES PLANTADORES DE VACAS

Vocês foram tudo na vida:

Capim, café e cumpadis

Vocês são nada, nadinha

Na outra vida, agora, nuvem

Vocês formavam a mais

Bela e bostal fila indiana

Agora, ficam suspensos  

No boi tempo, bem feito!

Pouparam e venderam

A alma ao Bezerro de Ouro

E, no fim, saíram no lucro:

A eternidade bovina

Vocês plantaram vacas e

Colheram leite e deleite

Um pedido formal meu:

Mandem notícias frescas

Uma curiosidade secreta:

Metano cheira a merda?

Uma indiscrição minha:

Vão plantar vaquinhas!