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Zulma Pinheiro ignora morte de “Seu Ioiô da Farmácia” e não decreta luto oficial

Edelvânio Pinheiro

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[Por Edelvânio Pinheiro] A prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro, deixou passar em branco o falecimento de “Seu Ioiô da Farmácia” e não decretou luto oficial, como era de se esperar, em virtude da importância do ilustre cidadão itanheense de coração.

Seu Ioiô, batizado José Geraldo Guimarães Murta, faleceu na manhã desta sexta-feira (10), em sua residência, na Fazenda São José, localizada nas imediações da cidade. Tinha 92 anos de idade e foi sepultado às 16h no cemitério local.

Ele nasceu em Joaíma/MG em 1928, viveu em Itanhém durante décadas, onde se fixou como farmacêutico e proprietário rural, contribuindo para o desenvolvimento do município e seus moradores. Também foi um pai de família dedicado e amoroso.

“A importância de Seu Ioiô da Farmácia para Itanhém é indiscutível, especialmente no tocante à saúde, em que atuou como farmacêutico, função que na prática se misturava com a de médico em cidades do interior”, disse o jornalista e escritor Almir Zarfeg.

Gerações de itanheenses contaram com a assistência do homem de voz mansa e sempre pronto para ajudar nas questões de saúde, quando era solicitado pelos clientes e famílias.

Mas a prefeita Zulma Pinheiro, não se sabe por quê, não foi capaz de prestar uma última homenagem ao grande homem.

A decretação de luto oficial é uma forma de os poderes públicos constituídos, ainda que simbolicamente, enaltecerem a memória daqueles que contribuíram com ações positivas com suas comunidades. Esse é o caso de Seu Ioiô da Farmácia.

Em tributo à memória de Seu Ioiô, aliás, o poeta Zarfeg escreveu duas “Quintas” (poema minimalista) que publicou em sua página pessoal no Facebook.

“Ele foi tão precioso para Itanhém, como foi, por exemplo, Seu Antoninho da Farmácia Alcobaça para Teixeira de Freitas”, concluiu Zarfeg.