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Zulma Pinheiro registrou no TSE proposta que já havia sido cumprida por Bentivi

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Um dos 65 itens do programa de governo registrado pela prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (PMDB), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na época das eleições é, no mínimo, curioso.

O programa abrange todas as áreas da municipalidade e, na educação, no total, foram registrados 21 itens. Em um deles a prefeita disse que faria investimentos na formação e na eleição de gestores escolares, se esquecendo de que a classe dos professores, através da APLB, já havia conquistado esse direito no mandato do ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB).

Além de constar em seu programa um direito que já havia sido conquistado, a prefeita ainda nomeou secretário da Educação o seu irmão Álvaro Pinheiro, que, paradoxalmente, é contra a eleição de diretores. Álvaro, inclusive, não teve nenhum receio de dizer, na reunião da Câmara de Vereadores do dia , que é contra a eleição de diretores nas escolas da rede municipal de ensino.

Na contramão do tempo, na ocasião, o secretário defendeu que os dirigentes escolares – como na época em que seu pai Manoel Batista, o Neco, era prefeito e ele o secretário da Educação – sejam indicados pelo poder Executivo.

“Se perguntarem, ‘Álvaro, você é a favor ou contra a eleição de professor para diretor?’ Já disse pra o pessoal da APLB, eu sou contra e mostrei minhas razões” disse, na época, argumentando que os diretores eleitos fazem política dentro da escola”.

O secretário está equivocado pois, na verdade, são os dirigentes escolares indicados pelo prefeito que deixam os interesses partidários sobrepor às necessidades e aos desejos da comunidade escolar e não os eleitos.

Quando o diretor é nomeado deixa de existir a participação efetiva dos educadores e demais funcionários da escola, que são obrigados a receber uma pessoa cuja trajetória se desconhece, tampouco os critérios que a conduziram à função.

Portanto, diretor de escola deve continuar sendo cargo de confiança sim, mas da comunidade escolar. Assim, estará garantida, pelo menos nas escolas, a possibilidade de participação do povo nas políticas educacionais.

Ainda na ocasião, o Água Preta News procurou o coordenador da APLB em Itanhém, para saber o que o sindicato achava da declaração do secretário.

O professor Marcos Antônio Pires dos Santos, disse que respeitava o pensamento do secretário, mas que a categoria não comunga da mesma ideia. O coordenador explicou que a eleição de diretores de escolas não tira do gestor a autonomia de nomeação e que a comunidade apenas participa no processo de escolha. E disse mais:

“A eleição de dirigentes escolares é uma das conquistas da nossa categoria em nosso município e todas as nossas reivindicações estão pautadas em bases legais: a constituição, art. 206, a LDB, a meta 19 do PNE e o próprio Plano de Cargos e Salários do Magistério Público Municipal”, destacou Marcos Antônio, completando. “A eleição vem garantir o processo de gestão democrática nas escolas, com a participação da comunidade escolar e é importante ressaltar que a eleição de diretores possibilita acabar com as práticas tradicionalistas de clientelismo”.

Marcos fez questão de destacar que a Bahia entre outros estados, já realiza esse processo democrático nas unidades escolares e que em Itanhém houve resistência. “Tivemos resistência política para sua implantação no município, mas vencemos com muita luta”, finalizou.

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Greve afeta postos de combustíveis em Itanhém e pode provocar desabastecimento em supermercados

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O protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel, em todo o país, que chegou ao quarto dia nesta quinta-feira (24), já deixa postos sem combustíveis e supermercados com abastecimento comprometido na cidade de Itanhém.

O Água Preta News conversou nesta manhã com empresários dos ramos de supermercado e combustíveis.

Os dois postos do empresário Volnei Barbosa estão praticamente com o estoque zerado.

“Fizemos um pedido de gasolina desde sábado e ficou de chegar na terça e não chegou e até hoje os caminhões estão parados na base. Já estamos com falta de gasolina, o diesel tem muito pouco no estoque e temos etanol ainda”, afirmou.

Achiles Ribeiro disse que a greve dos caminhoneiros está afetando tanto no abastecimento quanto no preço.

“As empresas que tem o produto e tem como entregar estão abusando, cobrando a mais, entre 20 e 30 centavos e isso reflete nos postos e no bolso do nosso cliente. Meu estoque está pequeno e se uma carga que pedi desde segunda feira não chegar hoje, amanhã não terá mais produto no tanque”, explicou.

A gasolina do posto de Rodomarck Correia, que tinha previsão para atender a sua clientela até o próximo domingo, zerou o estoque no início da tarde.

“A greve está afetando e ninguém tem estoque porque os tanques são entre 5 mil e 10 mil litros e a greve é sempre uma surpresa [sem oportunidade para estocar produtos]. As bases não estão mais abertas para nos abastecer”, destacou.

Correia ainda é proprietário de um supermercado na cidade e está preocupado, pois as compras feitas na semana passada pode não chegar nesse final de semana ou na semana que vem.

“Se não chegar vai afetar o abastecimento no supermercado, principalmente nos produtos perecíveis”, assegurou.

Para Jádson Afonso a greve atinge todo o comércio de Itanhém.

“No caso da minha mercearia, por enquanto, ainda está normal, mas se mantiver a greve por mais dois ou três dias vamos ter dificuldades, vai faltar mercadorias”, disse.

Everaldo Pires disse que até o momento não houve desabastecimento em seu supermercado porque seu estoque tem sido suficiente.

“Temos um estoque muito bom, mas, se a greve durar mais dois ou três dias, pode ser que vá faltar alguma verdura. Vamos aguardar esse final de semana para ver o que vai acontecer”, avaliou.

O supermercado de Ranyere Correia, nesse primeiro instante não foi afetado. Mas ele demonstrou preocupação caso a greve continue.

“Temos um estoque para nos manter pelos menos por 15 dias. Se a greve persistir poderá nos afetar”, afirmou.

O empresário Saulo Cacique disse que a paralisação dos caminhoneiros não afetou o seu comércio porque a greve começou esta semana e seu supermercado tem estoque suficiente.

“O único produto que não temos estoque para trabalhar por um período de três semanas é a linha de frutas e verduras, que não têm como serem armazenadas”, explicou.

Saulo não ver motivo de preocupação e tranquilizou a população.

“Posso garantir à população que, exceção de frutas e verduras, não há motivo para a população se preocupar. Nós não vamos também aproveitar que a greve pode causar desabastecimento e aumentar preço. Estamos trabalhando normalmente como se a greve não estivesse acontecendo, pois, a gente espera que, quando resolver a greve, ainda não tenha afetado em nada a quantidade de produtos que temos em estoque”, finalizou.

FOTO CAPA/Edelvácio Pinheiro: Empresários Everaldo Pires, Jádson Afonso, Ranyere Correia e Saulo Cacique.

O estoque nos postos já está quase zerado.

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Batinga precisa de um representante que nunca tenha lambido no prato de político algum

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[Edelvânio Pinheiro] Mesmo os mais jovens devem recordar dos muros pichados em Batinga, numa campanha de revolta contra os políticos da época. O pedido era para não votar em ninguém.

Atualmente, o que se ouve dizer é que os batinguenses estão atravessando a divisa para transferir seu domicílio eleitoral e até buscar recursos básicos, como educação e saúde, no território mineiro.

O povo batinguense nos parece politizado quando – se certo ou errado, aí cada um faz seu julgamento – busca, no mínimo, meio de manifestar sua insatisfação, afinal, quem sofre a dor é quem geme.

Não faz muito tempo que um grupo de jovens fez inscrição em uma placa para registrar sua insatisfação com a telefonia daquele distrito. A iniciativa correu trecho e parece ter trazido algum resultado.

Ao que parece, numa análise bem simplória, sem conhecer profundamente o perfil político daquela população, os batinguenses deveriam buscar unir os grupos políticos existentes e, se não grupos, unir os ideais políticos, que ora se divergem, para eleger um representante para a Câmara Municipal.

Refiro-me a alguém que consiga agregar os diversos pensamentos, alguém de consenso que, na sua própria índole de cidadão, demonstre preocupação com o desenvolvimento da localidade. Afinal, o primeiro passo é ter um representante. Um representante de verdade que entenda o processo político, que seja um bom articulador e que, na sua essência, nunca tenha se vendido por dois ou três mil reais para quem quer que seja e nunca tenha lambido no prato de político algum.

Só é digno de representar o povo quem, de fato, tem vontade de fazê-lo, mas que, antes de tudo, tenha compromisso com a sua comunidade. As tampas e os balaios da vida não passam de blá-blá-blás e de conversas fiadas pra boi dormir. Comecemos por esquecer esses oportunistas.

FOTO DA CAPA/Arquivo.: Jovens já deram sinal de politização, quando reclamaram da telefonia em Batinga.

Visão do alto do distrito de Batinga. Foto: Google.

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Após denúncias de supostas irregularidades, MP recomenda suspensão do concurso da Polícia Civil da Bahia

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[G1] O Ministério Público estadual recomendou a suspensão do concurso público da Polícia Civil da Bahia, até que sejam esclarecidas as supostas irregularidades apontadas por candidatos no processo seletivo. Com vagas para delegado, escrivão e investigador, o concurso foi realizado no último dia 22 de abril.

A recomendação foi encaminhada na segunda-feira (21) ao secretário de Administração do Estado da Bahia (Saeb), Edelvino da Silva Góes Filho, e à direção da Fundação Vunesp, empresa responsável pela execução do certame.

G1 não conseguiu contato com a Vunesp até a publicação. A Saeb disse que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) deveria se pronunciar sobre o caso, mas o G1 nã conseguiu contato com a PGE.

A recomendação de suspensão do certame é de autoria das promotoras de Justiça Heliete Viana e Rita Tourinho. Segundo o documento, foram protocoladas no MP diversas denúncias de supostas irregularidades ocorridas durante a aplicação das provas da primeira e segunda etapas do concurso.

Entre as irregularidades, estão uso de aparelho celular para fotografar o momento de aplicação da prova, ausência de identificação formal dos candidatos, retirada do gabarito antes do término do tempo estabelecido para a realização da prova, deficiências na fiscalização e descumprimento da proibição do candidato levar consigo o caderno de prova após a finalização do tempo regular.

As promotoras afirmam que as irregularidades foram comprovadas com cópias de fotografias de candidatos com aparelhos celulares no momento da realização da prova, reproduções de conversas realizadas entre candidatos por meio de aplicativos e registros nas redes sociais.

Para Heliete Viana e Rita Tourinho, as provas colhidas apontam para a ocorrência de graves falhas na atuação da equipe de aplicação das provas, em diversos locais que sediaram a primeira e segunda etapas do concurso.

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